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Secretaria registra 2,2 mil roubos de veículos em sete meses, em Manaus


Manaus - Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registram 10,4 roubos de veículos, em média, por dia, em Manaus. De janeiro a julho deste ano, 2.201 automóveis, caminhões, caminhonetes, ônibus e motocicletas foram levados por ladrões.

Com 469 casos no período, os automóveis corresponderam a 21,3% (469) dos roubos notificados, seguidos pelas motocicletas com 17,2% (379) das ocorrências. A SSP-AM não possui dados sobre roubo de veículos após o mês de julho.

Nos sete primeiros meses do ano, 994 veículos roubados foram recuperados em Manaus, número 25,7% menor em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 1.339 veículos foram encontrados e devolvidos aos proprietários.

Há um ano e meio à frente da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), Jaime Ferreira afirma que no caso das motocicletas, geralmente os ladrões atuam em dupla, sendo um responsável por dar cobertura em outra motocicleta, enquanto o segundo comparsa anuncia o assalto e leva a moto.

“Já houve situações em que o mototaxista recebeu o chamado para uma corrida e chegando ao local, acabou sendo surpreendido pelos ladrões”, afirmou, destacando que quando o objeto do roubo é um carro, os assaltantes agem em trio.

Momentos de distração durante parada e estacionamento, assim como embarque e desembarque ao entardecer, estão entre as situações escolhidas pelos assaltantes para render as vítimas, segundo revela Ferreira. “Sair do carro para abrir o portão da garagem é um momento propício para que o meliante utilize o fator surpresa”, disse o delegado.

Ele declara que, diferente do que os motoristas imaginam, o roubo de automóveis não ocorre de forma aleatória, sendo realizada sempre uma visualização prévia do condutor no trânsito. As mulheres, devido à menor capacidade de resistência, são as mais visadas em Manaus.

“Se tem um carro de valor X com uma mulher dirigindo e outro modelo Y com valor superior, mas ocupado por dois homens, a presa mais fácil, em tese, é o primeiro veículo”, explicou o delegado.

A zona leste, a mais populosa da cidade, é apontada como a que mais registra ocorrências de roubo de veículos. As vias públicas são as áreas em que os furtos costumam ocorrer com mais frequência, afirma Ferreira, em especial, durante grandes eventos.

Veículos populares como Gol, Celta, Siena, Palio, Corsa Classic e Picapes, assim como motocicletas de baixa cilindrada, estão entre os preferidos pelas quadrilhas. Os veículos roubados na capital têm os ferros-velhos especializados em desmanche e a utilização em roubos, furtos ou grandes assaltos como principal destino.

Carros roubados no Amazonas estavam no Pará

Mesmo sem um mapeamento das rotas adotadas pelas quadrilhas para escoar os veículos roubados, no Amazonas, o titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), Jaime Ferreira, diz que, há três meses, 12 veículos roubados, em Manaus, foram identificados pelas autoridades locais circulando em Monte Alegre, no Pará. Também, neste ano, 45 motocicletas foram recuperadas em municípios do interior do Amazonas.

“Estes casos ocorreram durante a Operação Solimões Limpo, em setembro, mas já ouvi informações de uma vítima que identificou o carro na Venezuela, foi orientada pela polícia de lá a providenciar documentos e quando voltou, o carro tinha sumido”, disse.

Ferreira destaca que o roubo de carros destinado ao desmanche é comum, sendo necessário haver um controle de todos os ferro-velhos existentes em Manaus, atualmente estimados em mais de 500 locais. De acordo com o delegado, raramente o transporte de veículos roubados ocorre por meio de balsas.

“Para embarcar o veículo na balsa é necessário apresentar o documento do carro e, na maioria das vezes, os carros roubados estão alienados ao banco”, disse.

A clonagem de placas automotivas, também considerada uma das finalidades dos roubos de veículos em Manaus, registraram 13 casos nos cinco primeiros meses deste ano. Com a média de dois casos mensais, o artifício é utilizado pelos criminosos para repassar o bem, sem levantar suspeitas e esquentar veículos subtraídos, segundo a polícia.
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